Um “Jah”; uma “alma”; um “reggae

 

Um “Jah”; uma “alma”; um “reggae

Quem e é Jah na filosofia Rastafári. O movimento rastafári surgiu na Jamaica, nos anos 20, pelos escravos e descendentes de negros. Este movimento religioso vê o ex Imperador da Etiópia, Haile Selassie I, como uma encarnação de Jah (Deus), sendo que muitos afirmam que o seu nascimento corresponde à segunda vinda de Jesus ao mundo. Bom aqui já da para perceber que este Jah não é Javé, porque, primeiro que não Javé quem viria para o cristão, segundo se Haile Selassie I nasceu no período da segunda vinda do Messias porque os outros não foram conheceram se senão os “Rastas”, e nem todos os são, então eu como não “Rasta” devo esperar por outro “Jah”, numa terceira ou outras vindas.

A mensagem rastafári tem uma importante influencia para o movimento libertário negro, porque ela cria uma perspectiva de uma verdadeira liberdade e igualdade entre o negro e branco, entre o escravo e o livre, para toda a raça. Não há e nem haverá, ela apenas ideologia.

Todo ser humano necessita crer em alguma divindade que lhe de um significado espiritual para a sua existência, um ideal, cujo justifique a busca por algo real que possa existir além da utopia.

Se tudo na vida tende ser relativo, ou seja, se relaciona com algo, somente será se houver uma relatividade com uma origem superior a ela que não exista por acaso, senão a vida não tem sentido de ser, portanto, ser ou existir é uma quimera.

Todo ser sente que existe um valor dentro de si que não se pode pensar sobre quem é ele, descrever, tipificar, e definir o seu principio, para compreender, daí nasce um tipo de fé em algo que transcenda esta perspectiva.

O Jah do rastafári é nada mais nada menos do que esta busca incessante para a compreensão deste valor, e cada um dá o nome que mais se identifica com este mirante de onde habita e de onde se origina esta energia que lhe fascina.

Esta fascinação é o sentido da sua existência. Quando ela se perde, a razão de existir também, ela deixar de ser uma ideologia e se tornar em apenas um movimento.

Isto também ocorre com Jah em Javé, que é uma fascinação pela busca incessante de encontrar Nele a razão da própria existência.

Se no rastafári não se vislumbra, na divindade em Javé uma luz não é apenas uma energia estática, ela é dinâmica, que gira em torno da existência do homem como ser em relação ao ser dentro de si, aquela desconhecida energia viva, que lhe dá um sentido mesmo incompreensível de existir neste recôndito, que chamo de: Alma.

A alma, ela pode branca da pele preta, preta da pele branca, preta da pele preta ou branca da pele branca, mas, é alma

Por isto é que no âmago de cada vive um ”Jah”, uma “Alma” e um "reggae”!

 

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